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México aumenta imposto para refrigerantes

México aumenta imposto para refrigerantes

O presidente do México Enrique Peña Nieto afirmou poucas horas antes da votação que a reforma tributária que afeta os alimentos calóricos é necessária em um país afetado por uma “verdadeira epidemia de obesidade”. Ele também recomenda outras medidas como nas embalagens, programas de educação alimentar e maior incentivo ao esporte.

Uma má alimentação e uma falta de exercício levou a uma situação dramática, ao observar o efeito na taxa de obesos mais elevada que nos Estados Unidos. No México, 32,8 % da população é obesa. Nós falamos em obesidade quando o IMC é superior a 30.

Além disso, 70% dos adultos mexicanos estão com sobrepeso (ou obesidade) e 30% dos jovens e adolescentes estão com sobrepeso ou já obesos.

Também se estima que quase 10 % dos mexicanos têm diabetes, a grande maioria de diabetes do tipo 2, sendo este último fortemente relacionado com a obesidade. A epidemia de diabetes matou 500 mil pessoas ao longo dos últimos seis anos no México, de acordo com algumas organizações que apoiam a nova lei.

Observamos também que para alguns produtores de refrigerantes, o México é um dos seus maiores mercados, se não o maior em termos de volume (consumo por habitante). A clara ligação entre refrigerantes e obesidade não está mais em dúvida. As indústrias de alimento têm naturalmente exercido um lobby importante para evitar que a lei seja aprovada, o que finalmente acabou não tendo o impacto esperado.

A maioria das organizações de saúde, como a OMS tem apoiado esta legislação.

Saiba mais sobre sobrepeso e obesidadeobesidade no mundo e diabetes tipo 2.

Ler também: 10 malefícios dos refrigerantes

Por Xavier Gruffat (farmacêutico), 5 de novembro de 2013 – © Sebalos – Fotolia.com

Observação da redação: este artigo foi modificado em 25.09.2017

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