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Prêmio Nobel 2020 – A genética do “CRISPR” ao câncer, explica a especialista em genética – Dra. Julia di Iulio

linkedinpic_jdi-200x200SAN DIEGOEscutamos cada vez mais falarem sobre a genética nos meios de comunicação, seja na luta contra o câncer ou na prevenção de doenças raras. Mas esta ciência relativamente nova se torna cada vez mais complexa de se compreender, mesmo para os cientistas. Para ver as coisas mais claramente, o Criasaude teve a oportunidade de entrevistar a Dra. Julia di Iulio (foto), uma especialista em genética que atualmente trabalha na Human Longevity Inc., uma empresa vanguardista na área da genética sediada em San Diego na Califórnia, e co-fundada pelo famoso cientista americano J. Craig Venter. A Dra di Iulio é um farmacêutica que cresceu no Brasil e na Suíça. Ela estudou farmácia na Suíça na Universidade de Lausanne em Genebra, realizou seu doutorado no Lausanne University Hospital (CHUV) e depois cruzou o Atlântico em 2013 para se juntar à renomada Harvard Medical School, em Boston, onde se especializou em genética. Em 2017, fizemos-lhe perguntas principalmente sobre notícias recentes, especialmente sobre CRISPR. Em outubro de 2020, soubemos que o Prêmio Nobel de Química havia sido concedido à francesa Emmanuelle Charpentier e à americana Jennifer Doudna. Estas duas geneticistas desenvolveram “tesouras moleculares” (CRISPR) capazes de modificar os genes humanos, um avanço revolucionário.

AVISO, entrevista realizada em 2017, o artigo foi ligeiramente atualizado após o Prêmio Nobel de Química em outubro de 2020.

Criasaude.com.br – Pode ser lido em um artigo da Bloomberg Businessweek de 01 de junho de 2017 (referências na parte inferior do artigo) que a tecnologia de edição de genes CRISPR, em interação com a proteína cas9 (em inglês falamos de Crispr-Cas9) é a maior descoberta do século 21 em termos de impacto sobre o futuro da raça humana. Mas o que é o CRISPR? Como explicar esta tecnologia de forma simples para o público em geral?
adn-cellule-andrea-danti-267x200Dra. Julia di Iulio – Antes de explicar a tecnologia “CRISPR”, penso que é necessário introduzir o conceito de “genoma” e “DNA”, ambos os termos referem-se ao código genético de um individuo. Quando eu explico aos meus pais o que eu faço muitas vezes utilizo a analogia de um livro. Em língua francesa, o alfabeto tem 26 letras, a combinação dessas letras podem formar palavras e frases. De forma similar, o código genético, ou DNA, tem um alfabeto que contém quatro letras, e o arranjo das letras permite escrever frases, que são os nossos genes. O genoma é um conjunto destas frases, e pode então ser comparado a um livro cujo conteúdo pode ser visto como um manual de instruções para o bom funcionamento de todas as células do corpo.
Se uma das instruções deste livro não está correta (por causa de um erro ortográfico, por exemplo), a tecnologia CRISPR permite modificar ou eliminar uma palavra que compromete a instrução. Em mais detalhe, esta técnica age em 2 etapas: (1) a palavra de interesse é pesquisada ao longo de todo o livro, e (2) uma vez que é localizada, ela será modificada ou excluída. Como você pode imaginar, quando a palavra em questão é corrigida, o significado das instruções do livro podem mudar drasticamente. Imagine que o livro contém a frase “eu trabalho limpando casas” e que a CRISPR é feita para detectar a palavra ‘casas’ e substituir por ‘caras’. A frase assume um significado totalmente novo “eu trabalho limpando caras”!

Em um livro (referenciado na parte inferior do artigo) que ela co-escreveu, a Dra. Jennifer Doudna, pesquisadora da Universidade da Califórnia em Berkeley que é uma dos 2 cientistas que publicaram o primeiro artigo científico sobre tecnologia Crispr, se pergunta se: “Ela não criou um monstro?”. Um pouco como a tecnologia nuclear que pode ser usada para fins úteis (ex. eletricidade) ou destrutiva (ex. guerra). Sabemos que os nazistas eram grandes fãs de genética durante a 2ª Guerra Mundial, com notavelmente a eugenia. Você vê algum risco de uso indevido da Crispr? Se sim, como esses riscos podem ser minimizados ou maximizados?
Sim, é claro, pode haver riscos se esta tecnologia for mal utilizada. Mas, na minha visão, as pessoas mal-intencionadas, infelizmente, sempre encontrarão uma maneira de prejudicar independente de quais sejam os meios, geralmente prefiro focar no lado positivo. Neste caso, penso que com esta tecnologia muitas doenças podem ser curadas e prevenidas na próxima década.

Apenas em relação à Crispr, no início de agosto de 2017 os pesquisadores norte-americanos da Oregon Health and Science University disseram que conseguiram reparar um gene deficiente diretamente em um embrião usando o método Crispr. Este gene defeituoso é responsável pela doença cardíaca matando jovens atletas. O experimento foi realizado em laboratório, os embriões modificados com sucesso não foram implantados ou permitidos se desenvolverem. Este estudo publicado na Nature abre a porta para uma edição (modificação) de genes diretamente no nível embrionário para o melhor, como a prevenção de doenças genéticas; mas também para o pior, como a eugenia. O que você acha das questões éticas levantadas por este estudo revolucionário?
A interpretação dos resultados deste estudo ainda é controversa. No entanto, sejam esses resultados reais ou não hoje, provavelmente serão em um futuro próximo. Penso que o principal desafio ético será determinar quais doenças serão consideradas perigosas o suficiente para serem tratadas dessa maneira. O risco é que esta técnica se torne tão fácil de implementar e seja utilizada de forma abusiva para modificar, por exemplo, caracteres físicos em vez de doenças genéticas. No entanto, este desvio é improvável, pois a grande maioria das características físicas (como a cor dos olhos) é resultado da combinação ou interação de várias frases do livro e não apenas uma palavra como se pensava no passado.
Em resumo, se no futuro as autoridades permitirem a implantação de embriões modificados, serão necessários regulamentos rigorosos para evitar qualquer uso excessivo.

Eu li em um artigo do Wall Street Journal em 4 de julho de 2017 que a Crispr também pode diagnosticar doenças como, por exemplo, uma infestação humana do vírus Zika. Eu admito ter um pouco de dificuldade em entender como a Crispr pode ser utilizada como um método de diagnóstico, você pode nos dar mais explicações?
A tecnologia Crispr pode ser ligeiramente transformada para que a palavra de interesse, em vez de ser modificada ou excluída como mencionado acima, seja “estabilizada” ou a página do livro que a contém seja marcada com um “post-it fluorescente”. Se o objetivo é diagnosticar o Zika vírus, é possível escolher uma palavra que esteja presente apenas nas instruções fornecidas pelo vírus e não pelas do hospedeiro (o humano). Em outras palavras, a palavra de busca virá de outro idioma (o do Zika vírus) e o livro terá um post-it fluorescente somente se essa palavra do idioma estrangeiro for encontrada. Esta estratégia, portanto, permite detectar uma célula humana infectada com o Zika vírus.

Com cerca de 50 trilhões de células em um ser humano, como você se certifica de que a tecnologia Crispr atinja todas essas células?
Eu acho que a maioria das aplicações exigirá que o Crispr seja entregue localmente em vez de generalizado. Na verdade, muitas funções celulares são utilizadas apenas em certos lugares do nosso corpo, e é por isso que temos tantos tipos de células diferentes (por exemplo, as células dos olhos são diferentes das células do estômago, porque embora contenham o mesmo livro de instruções, eles não seguem o mesmo conjunto de instruções). Portanto, é inútil modificar uma determinada instrução na célula se for conhecido antecipadamente que essa célula não precisa desta instrução para funcionar. Explico esse fenômeno com mais detalhes na próxima pergunta.

Você pode explicar em poucas palavras o que é a epigenética?
Todas as células do corpo humano contêm o mesmo genoma, ou seja, o mesmo livro com as mesmas palavras. No entanto, como discutido acima, nossas células podem ter funções muito diferentes umas das outras (por exemplo, o papel das células musculares é claramente distinto do das células cerebrais). Isso significa que as instruções escritas no livro devem, de uma forma ou de outra, ser interpretadas ou lidas especificamente por cada tipo de célula. E isso é possível graças à epigenética. Se considerarmos que o genoma é o livro que contém todas as palavras usadas para escrever as instruções, a epigenética pode ser vista como a pontuação. Mudar a pontuação de uma frase pode alterar profundamente seu significado, mesmo que as palavras permaneçam iguais. Como exemplo, “Vamos comer, vovó” e “Vamos comer vovó” são duas frases semelhantes, mas interpretadas de uma maneira totalmente diferente. Outro exemplo de modificação do livro pela pontuação é a introdução de parênteses. Os parênteses em torno de uma frase no livro indicam à célula que não há necessidade de seguir uma instrução.

Às vezes é esquecido, mas o câncer é uma doença genética, me diga se estiver errado. Isso significa que as células cancerígenas se desenvolvem especialmente durante erros na divisão celular. Como você explica que a genética realmente não conseguiu colocar no mercado tratamentos contra o câncer?
O câncer é realmente o resultado de erros ortográficos no livro que contém as instruções. Na maioria das vezes, essas falhas aparecem em dois tipos de frases: (1) instruções que sinalizam para a célula que seria bom esperar antes de dividir e criar novas células e (2) instruções que exigem que a célula releia o livro e corrija qualquer erro ortográfico se houver algum. Portanto, é um círculo vicioso, porque a célula não só continua a dividir quando não deveria (o que cria um conjunto de células que não obedecem às instruções), mas também tendem a conter mais erros ortográficos (porque eles não se corrigem mais) e, portanto, a probabilidade de alterar outras instruções aumenta!
Os erros ortográficos podem ser herdados, isto é, eles podem ser transmitidos a um indivíduo por um de seus pais, então dizemos que alguém tem uma predisposição ao câncer. No entanto, na maioria das vezes, essas falhas são “adquiridas” durante a vida, especialmente através de fatores externos, como a exposição a raios UV. Por exemplo, quando você deixa um livro ao sol, a tinta pode ficar mais clara e pode ficar mais difícil de ler certas frases. Existe uma reação semelhante, análoga a essa, que acontece em nossas células da pele: os raios UV podem alterar as letras do código genético e, portanto, as instruções do livro.
A dificuldade em tratar o câncer vem do fato que cada câncer é diferente. Mesmo se alguém utiliza o termo genérico “câncer”, de fato, os erros ortográficos que levam a um certo tipo de câncer não ocorrem necessariamente na mesma palavra em indivíduos diferentes. E para complicar as coisas ainda mais, um tumor pode ser “heterogêneo”, o que significa que contém diversos erros ortográficos. A chamada terapia “direcionada” parece ser uma estratégia básica para superar o câncer. Recentemente, pesquisadores norte-americanos desenvolveram um tratamento que envolve o uso de células imunes de um paciente, modificando-as para que elas reconheçam especificamente células cancerígenas nesse mesmo indivíduo (o medicamento Kymriah®, da empresa suíça Novartis). Esta terapia que acaba de ser aprovada nos Estados Unidos é um exemplo de uma medicina personalizada.

Sempre se fala de farmacogenômica como um conceito de medicina personalizada, seja para ajudar o médico a escolher um medicamento mais efetivo (por exemplo, sabemos que certos medicamentos como os antidepressivos funcionam em algumas pessoas e não outras) ou para prevenir alguns efeitos colaterais, às vezes graves, de certos medicamentos como sinvastatina ou carbamazepina. Por exemplo, algumas pessoas que tomam sinvastatina (uma estatina) e têm o gene SLCO1B1 são 17 vezes mais propensas a ter uma inflamação muscular grave. Você sendo uma farmacêutica e que está familiarizada com os medicamentos, qual a sua visão sobre farmacogenômica? Atualmente a impressão é que, em geral, na Europa e nos Estados Unidos esta idéia é considerada boa, mas ainda pouco aplicada em grande escala ou de forma sistemática, você compartilha essa análise? Não deveria o farmacêutico ou o médico oferecer sistematicamente um teste genético para cada medicamento administrado?
Penso (e espero) que a farmacogenômica vai revolucionar o sistema de saúde. Somos TODOS diferentes e esse conceito é surpreendentemente pouco levado em consideração no sistema de saúde, embora isso pareça óbvio em muitas outras áreas (por exemplo, quando compramos roupas não podemos imaginar ir a uma loja onde eles vendem apenas um tamanho).
Os resultados não só são benéficos para a pessoa que recebe o tratamento medicamentoso, ou seja, com menos efeitos colaterais é mais provável que o medicamento seja eficaz, portanto, melhor aderência ao tratamento (o que pode ajudar a prevenir a resistência ao tratamento e, portanto, falhas terapêuticas). Além disso, a medicina personalizada pode reduzir os custos da saúde em grande escala. De fato, o custo inicial dos testes genéticos é compensado a longo prazo, considerando (i) o número de hospitalizações devido a efeitos colaterais que serão evitadas, (ii) o número de consultas médicas que serão evitadas se o paciente receber tratamento direto e não precisar voltar para o médico para mudar o tratamento, (iii) a quantidade de medicamentos que serão economizados se identificarmos, graças ao teste genético, os indivíduos que necessitam de uma dosagem mais baixa e (iv) o número de medicamentos que falharam na fase pré-clínica porque não passaram nos testes de eficácia, quando na verdade eles podem ser perfeitamente eficazes para uma parcela da população (que pode ser identificada através de testes genéticos).
O meu argumento final para o uso da farmacogenômica em larga escala é que quanto mais indivíduos receberem testes genéticos, maior a chance de encontrar novas associações entre a genética e a resposta à medicamentos. E quanto mais compreendermos a genética, podemos orientar as decisões farmacogenômicas melhor, e assim por diante.

Julia di Iulio gostaria de agradecer Stefania di Iulio, Angela Ciuffi e Kim Pelak pela revisão e discussões que a ajudaram a responder as perguntas o mais claro possível.

Entrevista realizada por e-mail por Xavier Gruffat (Criasaude.com.br/Creapharma.ch) entre agosto e setembro de 2017. A introdução foi atualizada em 7 de outubro de 2020, após o Prêmio Nobel de Química. Créditos fotográficos: Fotolia.com, página do LinkedIn de Julia di Iulio para sua foto

Foto de San Diego, onde ela trabalha
San Diego Harbor Skyline Panorama

Referências das perguntas:
– Artigo de Bloomberg Businessweek : https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-06-01/one-of-crispr-s-creators-faces-her-fears
– Livro da Dra. Jennifer Doudna e do Dr. Samuel Sternberg :  A Crack in Creation: Gene Editing and the Unthinkable Power to Control Evolution
– « The Patient Will See You Now », pelo Dr. Eric Topol, 2015, Basic Books, New York.

10 dicas para evitar as doenças mais comuns do inverno

10 dicas para evitar as doenças mais comuns do invernoO inverno é a estação mais fria do ano e normalmente as baixas temperaturas trazem um clima mais seco no sul do país e chuvoso no norte. Com isso, muitas doenças são comuns nessa época do ano, como resfriados, gripes e até micoses. Leia abaixo nossas dicas para evitar as doenças mais comuns to inverno e aproveitar o que essa estação tem de melhor.
1. Hidrate-se constantemente. O inverno pode ser muito seco em diversas regiões do país e, devido a isso, surgem doenças decorrentes do ressecamento das vias aéreas. Coloque bacias de água ou toalhas molhadas nos cômodos da casa para umidificar o ambiente. Essa medida evita doenças como bronquite,pneumoniarinite, alergias, etc.

2. Alimente-se bem. Normalmente as pessoas no inverno tendem a comer comidas mais gordurosas para se esquentarem e se esquecem das frutas e vegetais. Tente ingerir de 5-7 porções de vegetais durante o dia, pois eles contêm vitaminas, minerais e antioxidantes que fortalecem o sistema imune. Dê atenção especial à vitamina C, encontrada em laranjas e frutas cítricas, e ao zinco, presente em mariscos, carnes e cereais.

3. Aqueça bem a garganta. Para isso, chás e bebidas quentes é a melhor indicação. O uso de cachecóis também é indicado. Esses hábitos, além de prevenir as dores de garganta, podem ajudar a combater outras doenças, como os resfriados e amigdalites.

4. Evite usar sapatos fechados ou meias o dia todo. Manter os pés sem ventilação propicia o crescimento de fungos que causam micose. Quando possível, prefira usar chinelos para arejar os pés. Isso evita o pé de atleta e micoses nas unhas.

5. Evite tomar banhos muito quentes. Além de ressecar a pele, o vapor quente mal seco se acumula na pele, favorece o crescimento de fungos e o surgimento da micose. Além disso, ao invés de usar roupas fechadas sintéticas, opte por usar roupas de algodão que absorvem a umidade. Essa prática ajuda a prevenir a pitiríase versicolor (também conhecida como micose de praia ou pano branco).

6. Mantenha as roupas de cama sempre limpas. Caso precise usar cobertores e edredons guardados, lave-os antes. Prefira secar as roupas ao sol. Isso evita doenças como rinite alérgica e asma.

7. Vacine-se contra a gripe. Nessa época do ano, as pessoas tendem a ficar mais juntas em ambientes fechados para se manterem aquecidas. Isso facilita a transmissão de vírus. Para isso, mantenha-se em dia com relação à sua vacina.

8. Evite ficar em ambientes fechados. Como dito anteriormente, a transmissão de vírus e bactérias é favorecida. Evite também estar perto de fumantes ou fumar, pois isso irrita as mucosas nasais e vias aéreas. Isso evita o aparecimento de meningites  e doenças respiratórias.

9. Exercite-se regularmente. Atividades aeróbicas como nadar, correr ou simplesmente andar ajudam a eliminar toxinas que enfraquecem o sistema respiratório e aumentam a capacidade respiratória. Algumas atividades são excelentes para combater a bronquite e outras doenças respiratórias.

10. Use soro fisiológico para umidificar as narinas. Ele também tem a importante função de lavar o nariz e as vias aéreas. Essa medida ajuda a prevenir otitesinusite e outras doenças das vias aéreas.

Com essas dicas você poderá aproveitar o friozinho do inverno de maneira muito mais saudável!

Redação:
Por Xavier Gruffat (farmacêutico)

Fotos: 
Adobe Stock/Fotolia, Criasaude.com.br

Última atualização:
12.10.2020

10 dicas para fortalecer sua imunidade e resistência

SÃO PAULOO sistema imune do nosso corpo é responsável por nos proteger de diversas infecções provenientes das mais diferentes fontes. Ter uma imunidade fortalecida não é só importante no inverno, mas também durante todo ano e ao longo da vida. Veja essas nossas dicas que te ajudarão a ser mais resistente.

Gengibre1. Alimente-se bem. O sistema imune é composto por células e anticorpos que estão em constante renovação e as proteínas, carboidratos e lipídeos são fundamentais para a formação desses componentes. Tenha uma dieta balanceada que englobe os diversos nutrientes. Tente ingerir uma média de 5 porções de frutas, verduras e legumes por dia. Se possível, inclua o gengibre em suas refeições ou tome na forma de chás. Essa raiz tem demonstrado ser eficaz no combate a infecções.

2. Dê valor ao zinco. Este mineral é fundamental na imunidade. O zinco é encontrado em carnes vermelhas, ostras, cogumelos e grãos. O cálcio é outro mineral muito importante e é encontrado em derivados do leite e vegetais de folhas verde escuras.

3. Evite o estresse. Ficar nervoso e ansioso faz com que nosso organismo libere hormônios, os corticosteróides, que são conhecidos por sua atividade imunossupressora. Tente relaxar e encarar as situações difíceis de uma forma menos estressante. Exercícios físicos ajudam a reduzir os níveis de estresse e melhoram a saúde global do organismo.

4. Durma bem. O sono é um dos fatores mais importantes para a saúde do organismo. Noites mal dormidas ou poucas horas de sono normalmente aumentam o nível de estresse do organismo e reduzem a imunidade. Tente dormir de 7 a 8 horas por noite. Se você tem problemas para dormir. Veja nossas dicas para combater a insônia

Ciclos do sono, tipos de sono

5. Consuma vitaminas. Algumas delas são essenciais para o fortalecimento da imunidade, como a vitamina C (encontrada em laranjas e frutas cítricas), vitamina A (encontrada em cenouras e abóbora) e vitamina E (encontrada em grãos, milho e canola).

6. Ingira quantidades adequadas de ômega 3. Esse ácido graxo essencial é um forte aliado do sistema imune e ajuda a prevenir diversas doenças, como doenças cardíacas e até alguns tipos de câncer. O ômega 3 é encontrado em peixes (como o salmão) e em azeite e azeitonas.

7. Beba muita água. Além dela ajudar na renovação celular, a água lubrifica as vias aéreas e evita que infecções e alergias atinjam o corpo. Tente consumir pelo menos 2 litros de água por dia.

8. Mantenha bons hábitos de higiene. Lave sempre as mãos antes das refeições ou após o uso do banheiro, escove sempre os dentes e tome banhos regularmente. Estar sempre limpo afasta diversas doenças e infecções.

9. Evite exageros de qualquer forma. Isso inclui exageros alimentares (consumo excessivo de gordura, etc), consumo de álcool, drogas, cigarro, exercícios físicos extenuantes ou noites sem dormir. Exageros são prejudiciais para o corpo humano e faz com que a imunidade seja reduzida.

10. Evite uso desnecessário de medicamentos. Muitos medicamentos, como os corticosteróides, são imunossupressores e reduzem a produção de células do sistema imune e também de anticorpos. O uso de antibióticos sem necessidade também é prejudicial por pode aumentar a resistência de bactérias.

10 dicas para fortalecer sua imunidade e resistência

Muitas das dicas para melhorar a imunidade estão relacionadas com hábitos de vida e alimentação. Melhorar a sua imunidade e resistência à doenças depende só de você.

10.03.2020 (Update). Por Criasaude.com.br. Fotos: Fotolia.com, Criasaude.com.br

10 dicas para desintoxicar o corpo no pós Carnaval

8 dicas de beleza para o carnavalSÃO PAULO – O Carnaval é uma festa popular na qual as pessoas dançam, se divertem, comem e bebem em excesso. Devido ao consumo muitas vezes exagerado de comidas e bebidas, nosso corpo necessita de uma verdadeira desintoxicação. Veja nossas dicas de alimentos para ajudar a limpar o corpo depois do Carnaval e voltar com tudo à rotina diária. 

1. Beba bastante água. A água é um excelente aliado na desintoxicação do corpo. Além de hidratar, a água literalmente lava o corpo de dentro para fora, ajudando a eliminar toxinas, dilui poluentes, melhora a função dos rins, e ajuda na digestão.

2. Coma folhas verdes. Alimentos como alface, espinafre, rúcula, acelga, etc são excelentes fontes de fibras. As fibras ajudam a limpar o organismo e melhoram a digestão. Além disso, elas diminuem a absorção de gorduras e toxinas.

Carboidratos3. Dê atenção às frutas. Após o Carnaval, dê atenção especial às frutas, sobretudo àquelas com alto teor de água e baixa caloria, como melancia, abacaxi, melão, morango, etc. Elas são ricas em vitaminas e minerais e ajudam a repor o que foi perdido durante as festas.

4. Tome chá. Muitos tipos de chá, em especial o chá verde e chá preto, são ricos em antioxidantes e ajudam a desintoxicar o corpo. Outros chás poderosos são o de boldopicãoerva-cidreira, dentre outros.

5. Não exagere no café. O café é um aliado na desintoxicação do corpo, mas não exagere. Ele ajuda a melhorar a dor de cabeça causada pela ressaca, além de ser diurético e melhorar a atenção e o alerta.

6. Evite carnes vermelhas e gorduras. Nesse período após o Carnaval, evite esses alimentos, uma vez que são mais difíceis de serem digeridos. Dê preferencia às carnes brancas como peru, peixe, frango e crustáceos. Prefira prepara-los grelhados, assados ou cozidos, ao invés de fritos. Evite também alimentos embutidos (como salsichas, mortadela) e em conserva.

7. Coma grãos. Eles são poderosos aliados na limpeza do organismo, melhoram a digestão e ajudam eliminar toxinas. Dê preferência aos grãos integrais. Exemplos de grãos são trigo, cevada, aveia, centeio, alpiste, semente de girassol, linhaça, etc.

Pratique esportes8. Pratique atividades físicas. Esportes aceleram a limpeza do organismo e ajudam a eliminar toxinas e aquelas calorias extras adquiridas durante as festas. Consulte um orientador físico para saber qual tipo de esporte praticar.

9. Evite beber. O álcool causa desidratação do corpo, além de atrapalhar as funções do fígado e do rim. Por alguns dias, evite o consumo do álcool para que seu corpo se recupere.

10. Dê um descanso ao seu corpo. Uma das partes mais importantes é dar tempo suficiente ao seu corpo para que ele se recupere, elimine todas as toxinas e volte a funcionar normalmente. Evite cair em festas e alimentações desregradas.

Com essas dicas você voltará à ativa o mais breve possível, com um corpo novo e saudável.

Foto: Fotolia.com. Update: 26.02.2020

7 dicas de beleza para o carnaval

8 dicas de beleza para o carnavalSÃO PAULO – O carnaval está chegando e todo mundo quer ficar bonito para desfilar nas avenidas. Os dias de calor e folia podem deixar você com a aparência desgastada e cansada. A pele e o cabelo são os que mais sofrem nesse período de agitação. Veja nossas dicas de beleza para curtir o carnaval e manter a boa aparência.
1. Cuide dos cabelos. No carnaval, um dos destinos preferidos são as praias e piscinas. As águas do mar e da piscina danificam e ressacam os fios de cabelo, deixando-os quebradiços e opacos. Use cremes e máscaras para hidratar e proteger os fios.

2. Cuidado com o sol. Além de causar queimaduras na pele, o sol também danifica os cabelos. Use sempre protetor solar e escolha tomar sol até às 10 da manhã ou depois das 4 da tarde. Use máscaras com filtro solar para proteger os fios de cabelo.

8 dicas de beleza para o carnaval3. Hidrate-se constantemente. A exposição excessiva ao sol, o consumo de bebidas alcóolicas e a constante atividade física (como danças de carnaval, etc), desidratam muito o corpo e prejudicam a pele. Beba preferencialmente água e sucos naturais sem açúcar. Chás gelados sem açúcar também são uma boa pedida.

4. Cuide bem da sua pele. Normalmente as pessoas costumam se maquiar durante o carnaval e acabam por usar produtos inadequados que podem aumentar a incidência de cravos e espinhas. Se você não sabe o que usar, converse com o seu dermatologista. Dê preferência aos produtos à base de água. Lembre-se sempre de remover a maquiagem após a folia.

5. Use roupas leves. O carnaval é uma época de muito calor. Dê preferencia a fantasias leves que permitam você transpirar e se movimentar quando estiver na avenida. Roupas muito abafadas aumentam muito a temperatura do corpo e podem por sua saúde em risco.

6. Evite beber demais. As bebidas alcóolicas prejudicam muito o organismo, além de causar grande desidratação. Evite beber em excesso e, principalmente, evite beber de estômago vazio.

7. Alimente-se bem. Essa dica vale para o ano todo. No carnaval, as pessoas tendem a se alimentar mal e comer comidas de rua. Durante essa época do ano, não saia da sua rotina alimentar. Dê preferencia a frutas com alto teor de água e minerais, como melancia, melão, uvas, abacaxi, etc. Evite comer comidas que você não sabe a procedência.

Com essas dicas você irá pular muitos carnavais com saúde e beleza.
Foto: © Oleg Gekman – Criasaude.com.
Update: 22.02.2020

Quanto devemos beber no verão?

BOSTON – Com o verão, uma pergunta que sempre vem à mente é: quanto de líquido devemos beber por dia durante a estação, sobretudo durante as ondas de calor? O Criasaude.com.br traz esse artigo baseado em conselhos de especialistas.

Por que beber água é importante?

A ingestão de líquidos permite o transporte de nutrientes para as células e elimina as impurezas do corpo. Um ser humano não pode sobreviver mais do que alguns dias sem ingerir líquidos. Sabemos também que beber pode evitar muitas doenças, tais como cistiteconstipaçãoqueimaduras solaresgota, e doenças do trato respiratório (resfriados, gripessinusites, etc).

Quanto devemos beber normalmente?

Quanto devemos beber normalmenteNormalmente, isto é, quando o tempo não está excessivamente quente e seco, é aconselhável que homens bebam cerca de 2,1 litros de líquidos por dia, e as mulheres, 1,5 litros, segundo parecer da Autoridade Europeia para Segurança dos Alimentos (AESA). Considerando a quantidade de líquidos contida nos alimentos, homens devem ingerir 2,6 litros por dia, ao passo que as mulheres, 2 litros, uma vez que estima-se que os alimentos tenham cerca de 500 mL de líquido em seu conteúdo.
A Universidade de Harvard é menos precisa que a AESA e recomenda beber entre 880 mL (ou 30 oz nos EUA) e 1,47 litros (50 oz) por dia, segundo dados publicados em julho de 2015 na Harvard Health Letter. Essa quantidade corresponde a cerca de 4 a 6 copos de água por dia.

Quais as recomendações no caso de fortes ondas de calor?

Neste caso, o recomendado é ingerir cerca de 8 copos de água por dia, pelo menos nos Estados Unidos, como observou o portal cbsnews.com (site da maior emissora de TV dos EUA em termos de audiência). Entretanto, médicos e cientistas dizem que não há estudos que mostrem que essa é a quantidade ideal de água por dia.

Diferentes necessidades individuais

A grande dificuldade para os especialistas é levar em consideração as diferentes necessidades individuais, além de considerar fatores como temperatura e nível de umidade. Por exemplo, uma pessoa que pratica esporte em pleno sol ao meio-dia no verão, provavelmente terá de beber mais litros de água, e não se limitará a 8 copos de água por dia. Um bom método é sempre beber quando você tiver sede. As mulheres grávidas e lactantes também devem beber mais do que a média das outras mulheres. Nesse caso, o médico ou o nutricionista indicarão qual a quantidade adequada.

Como saber se você bebeu líquidoso suficiente?

Uma dica útil para saber se você está bebendo a quantidade adequada de água é sempre olhar para a cor da sua urina. Se ela estiver clara, quase transparente, significa que a quantidade ingerida de líquidos é suficiente. Em contrapartida, caso ela esteja amarela de coloração forte, significa que é importante beber mais água durante o dia. Algumas balanças também medem o nível de hidratação do corpo e garantem um resultado mais preciso. Esses aparelhos são normalmente encontrados em consultórios de nutricionistas e nutrólogos.
Além de água, é indicado ingerir frutas para combater a desidratação, como melancia, melão, pêra, maçã e frutas cítricas.

Uma dica importante é evitar refrigerantes e bebidas doces, como sucos de frutas adoçados. Prefira ingerir água, chás, água de côco e líquidos sem açúcar refinado.

Dica (para não beber apenas água)

Chá gelado de hortelã
Chás de ervas são uma excelente alternativa para hidratar e refrescar durante o verão. Para preparar, coloque 4 sachês de chá de hortelã ou folhas de hortelã em um bule de chá. Ferva 1,5 litros de água e despeje no bule. Adoce a gosto. Espere esfriar e ponha o bule na geladeira. Sirva gelado. Você pode também incrementar sua receita adicionando gotas de limão, ou outras ervas, como capim limão. Beba vários copos por dia.

Leia também: 12 doenças que podem ser prevenidas bebendo muito líquido – 10 dicas quentíssimas para enfrentar o calor – 9 bebidas refrescantes para o verão

Update 29.12.2019. Por Xavier Gruffat (farmacêutico).Fontes: Mayo Clinic, CBSNews, Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA). Fotos: Fotolia.com.

10 dicas quentíssimas para enfrentar o calor

10 dicas quentíssimas para enfrentar o calorO verão é uma das estações mais bonitas e divertidas do ano. Nessa época, a incidência solar é muito grande e, com isso, o calor aumenta. Algumas pessoas têm a oportunidade de ir à praia ou piscina para se refrescarem, entretanto, outras continuam com sua rotina de trabalho nas grandes cidades e, nesse caso, o excesso de calor pode ser um empecilho. As pessoas muitas vezes podem ficar cansadas, irritadas e com problemas para dormir devido ao aumento de temperatura.  

Para evitar os cansaços e incômodos causados pelo calor, veja nossas dicas de como agüentar dias muito quentes:

10 dicas quentíssimas para enfrentar o calor1. Use e abuse dos líquidos: procure se hidratar com muita água e sucos naturais de fruta, de preferência, sem açúcar e gelados. Água de coco e chás gelados também são uma boa pedida. Mas ATENÇÃO: evite refrigerantes e bebidas muito calóricas, pois contém muito açúcar e podem te fazer ganhar peso.

2. Procure ingerir alimentos leves. Dê preferência às frutas, legumes e verduras. Abuse das saladas, grãos integrais e carnes brancas, como aves, peixes e frutos do mar, de preferência cozidas ou grelhadas. ATENÇÃO: verifique sempre a procedência dos peixes e frutos do mar, nesse calor, eles estragam rápido.

3. Se você estiver no trabalho ou escola, procure, constantemente, molhar o rosto, nuca, braços e mãos. Essas regiões ajudam a trocar temperatura com o ambiente e ajudam no resfriamento do corpo. Uma boa saída é manter um borrifador de água na geladeira para aplicar constantemente.

4. Se o seu carro ficou no sol, antes de entrar nele abra as portas e janelas para permitir que o calor saia. Proteja os pára-brisas com um papelão e o volante com um pano.

10 dicas quentíssimas para enfrentar o calor5. Se você está na praia ou piscina, evite os horários de maior incidência solar, normalmente das 10-15h. Procure tomar sol antes das 10 ou depois das 15h. Durante esse período, proteja-se com bonés, chapéus ou embaixo de guarda-sol. ATENÇÃO: dê preferências às barracas de algodão ou lona, que absorvem mais a radiação.

6. Se você trabalha na rua e não tem como se abrigar do sol, use um boné, roupas claras e hidrate-se constantemente. Não se esqueça do protetor solar, que é obrigatório antes de sair ao sol. Quando tiver oportunidade, proteja-se na sombra.

7.  Em casa, procure manter janelas e portas abertas para ventilação. Mas cuidado com os insetos: use inseticidas ou telas para evitar sua entrada.

8. Se estiver na academia, procure fazer atividades físicas leves com menos intensidade em dias muito quentes. Hidrate-se constantemente e use roupas leves, nada muito apertado.

9. Evite ficar muito tempo com o ar condicionado ligado. Ele resseca o ar e as vias respiratórias, podendo causar irritação de garganta e mucosas. Prefira o ventilador. Utilize sempre vento indireto para que o ar do ambiente seja todo circulado. Prefira os ventiladores de teto.

10. Procure tomar vários banhos ao dia, com a temperatura da água não muito quente. É importante que uma janela do banheiro esteja aberta para evitar que o vapor se sature e o ambiente fique abafado. Mas ATENÇÃO: os banhos não precisam ser demorados, pense sempre no racionamento de água.

Com essas dicas o seu verão será muito mais divertido e você terá muito mais disposição!

Update: 05.11.2019

6 alimentos para envelhecer bem

Por que adiar o que podemos começar hoje? A adoção antecipada de uma dieta que reduz o risco de doenças que a velhice está exposta nos permite preservar a saúde do cérebro, coração, ossos e organismo como um todo. Aqui estão 6 alimentos a serem consumidos que ajudarão você a envelhecer bem.

1. As frutas e os legumes

Uma boa alimentação é considerada um dos principais determinantes da qualidade do envelhecimento. As frutas e os legumes, em particular, são ricos em antioxidantes, como carotenóides e polifenóis. Eles também fornecem uma excelente fonte de vitaminas C e E, ao mesmo tempo em que fornecem fibras, necessárias para uma melhor regulação do trânsito intestinal. Um estudo com uma população de 3.644 indivíduos entre 55 e 65 anos, publicado on-line em 2012 pelo BMC Public Health (DOI: 10.1186/1471-2458-12-551), mostra que um aumento modesto no consumo de frutas e legumes pode ter um efeito marcante na saúde dos idosos. Além de melhorar o sistema imunológico, uma dieta rica em frutas e legumes ajuda a aumentar a expectativa de vida. Dica: De preferência, evite cozinhar em excesso, pois isso pode destruir os nutrientes dos alimentos.

2. A água

Elemento essencial para o bom funcionamento do organismo, a água é frequentemente negligenciada na dieta dos idosos e até mesmo na nossa alimentação diária. Representa cerca de 70% do nosso peso corporal. Segundo os nutricionistas, somos menos sensíveis ao sinal de sede à medida que envelhecemos. Os riscos de constipação, desidratação, infecções do trato urinário e fadiga aumentam. Além disso, as reservas de água do corpo tendem a diminuir e passam a constituir, em média, apenas 50% do nosso peso por volta dos 70 anos. É importante adotar o bom hábito de beber o suficiente para se manter saudável. Para os idosos, é possível variar as bebidas a serem consumidas, oferecendo-lhes água, chá, suco de frutas sem adição de açúcar e infusões para estimular o desejo de beber e preencher mais facilmente suas necessidades diárias na água.

3. Os peixes oleosos

Os peixes oleosos, especialmente aqueles que vivem em águas frias, como arenque, sardinha, truta e salmão, são ricos em ômega-3, além de seu conteúdo de vitamina D. Graças a um aporte suficiente desse ácido graxo essencial, o risco de desenvolver degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é menor. O ômega-3 melhora a comunicação entre os neurônios e participa ativamente da transmissão dos impulsos nervosos. Um estudo publicado em 2017 no Journal of Alzheimer’s Disease (DOI: 10.3233/JAD-17028) mostra o papel significativo que o ômega-3 desempenha na performance cognitiva. De fato, esses ácidos graxos revelaram ações anti-amilóides, anti-tau e anti-inflamatórias no cérebro de animais.

4. O óleo de oliva

Assim como os peixes oleosos, o óleo de oliva ou azeite tem um efeito positivo na melhora da função cerebral, especialmente em pessoas com idades entre 50 e 80 anos. Um estudo publicado em 2014 pela EDP Sciences (DOI: 10.1051/ocl/2014028) concluiu que o consumo regular de azeite está associado a um menor risco de declínio intelectual. Esses efeitos positivos podem vir de vários fatores, incluindo sua composição de ácidos graxos e micronutrientes antioxidantes, como vitamina E e polifenóis.

5. As frutas oleaginosas

As frutas oleaginosas, como avelãs, nozes, castanhas do Brasil e amêndoas reduzem o risco de infarto do miocárdio e de AVC por meio de uma melhora na circulação sanguínea. Como principais fornecedores de ácidos graxos essenciais e vitamina E, essas frutas também são boas fontes de proteína vegetal.

6. Laticínios

Nós precisamos de cálcio para fortalecer nossos ossos. Os produtos lácteos como queijos, iogurtes, leite e manteiga favorecem a reconstrução óssea e também contêm vitamina D. Com o tempo, o risco de queda aumenta e uma dieta rica em cálcio nos ajuda a reduzir as consequências, retardando a aparição da osteoporose.

Bônus: de tempos em tempos, não hesite em se entregar ao verde preparando pratos à base de vegetais verdes, como repolho, brócolis (todos os crucíferos), espinafre e alcachofra. Graças ao seu poder antioxidante, esses alimentos podem desintoxicar o organismo e protegê-lo de certas doenças, como doenças cardiovasculares e envelhecimento da pele.

19.09.2019. Pela redação do Creapharma.ch (supervisão científica de Xavier Gruffat, farmacêutico). Créditos das fotos: Adobe Stock. Crédito infográfico: Pharmanetis Sàrl (Creapharma.ch)

Mito médico: não é necessário esperar para banhar-se depois de comer

Muitos pais e proíbem seus filhos de nadar logo após a refeição. Esperar cerca de 1 a 2 horas para retornar à água. Por que? O risco de hidrocussão, cólicas estomacais ou cãibras musculares seria maior logo após a refeição. Mas esta recomendação é cientificamente comprovada?

Hidrocussão e digestão
A hidrocussão é a perda de consciência causada pelo contato muito abrupto com a água. Pode causar afogamento, mas não há ligação direta entre esse acontecimento e a digestão. De fato, quando está quente, o corpo tenta equilibrar a temperatura do corpo evacuando o calor. Nesse processo, os vasos sanguíneos se dilatam e a frequência cardíaca fica mais rápida. Se o corpo entrar em contato direto com a água a menos de 18°C para adultos ou menos de 20°C para crianças, as artérias se contraem repentinamente, diminuindo o fluxo de sangue. Naturalmente, a frequência cardíaca diminuirá, a pessoa terá problemas respiratórios e haverá menos oxigênio no cérebro. Isso causa a perda de consciência e este mal-estar pode levar ao afogamento.

As crianças, idosos e pessoas que já têm um problema cardíaco fazem parte da população em risco no caso de um choque térmico. Embora tenha sido provado que durante a digestão, a temperatura corporal aumenta ligeiramente, assim como o fluxo sanguíneo, isso não justifica um maior risco de afogamento. É especialmente a exposição prolongada ao sol e o consumo excessivo de álcool que deve ser evitado. Um estudo da Pediatrics, publicado em 1989, examinou quase 100 adolescentes que se afogaram em Washington e descobriram que 25% haviam sido intoxicados. Um ano depois, um estudo de centenas de mortes por afogamento em adultos na Califórnia revelou que 41% estavam relacionadas ao álcool. Além disso, o pico do calor do dia geralmente ocorre durante as horas perto do almoço, o que pode aumentar o risco de exposição ao sol. Assim, é aconselhável evitar sistematicamente um primeiro contato abrupto com a água, é melhor molhar o corpo gradualmente.

Câimbras e digestão

A câimbra que ocorre na água, também conhecida como “câimbra do nadador”, se manifesta por uma contração dolorosa dos músculos. Geralmente, ocorre de forma súbita quando o corpo está passando por um estresse muito intenso e prolongado e quando há uma queda na irrigação de certas partes do corpo, em caso de frio ou desidratação. São os membros inferiores, como os pés e as coxas, que são os mais afetados. Quanto à digestão, nenhum estudo científico mostrou até agora que causa câimbras. Entre as hipóteses colocadas sobre esse assunto, está a que considera a digestão como perigosa, na medida em que consome energia. De fato, a natação também consome energia, o que resultará na redução do volume de sangue oxigenado por causa desses dois esforços simultâneos. Mas as estatísticas mostram que, entre as causas de morte após o afogamento, os riscos ligados à digestão permanecem menores ou até mesmo insignificantes. Apesar disso, o bom senso recomenda prestar atenção e é sempre aconselhável aquecer um pouco, por cinco minutos, antes de mergulhar na água, hidratar-se bem antes e depois de nadar e, especialmente, dosar bem os esforços.

Em caso de câimbras, mantenha a calma e se deixe levar pela água até chegar à borda. Em princípio, a câimbra desaparece sozinha. Para os pais, certifique-se de que as crianças não se afastem demais ou permaneçam desacompanhadas.

09 de agosto de 2019.

5 causas médicas de fadiga persistente

Você tem a impressão de estar sempre cansado? Esta condição pode ser o resultado de muito estresse diário, falta de sono, aporte insuficiente de calorias ou o sintoma de uma doença. Descubra neste artigo por que a fadiga pode persistir e quais soluções adotadas para recuperar a força e o vigor.

1. A anemia

Em caso de anemia, uma sensação de cansaço permanente pode aparecer. Esta doença é causada por uma deficiência de glóbulos vermelhos, cujo papel é fornecer oxigênio aos tecidos e células. A anemia pode ser causada por deficiência de vitaminas, deficiência de ferro, perda grave de sangue ou hemorragia interna. Algumas doenças crônicas, como insuficiência renal, artrite reumatóide e câncer também podem causar anemia.
A suplementação com ferro, ácido fólico e vitamina B12 pode ajudar a prevenir a anemia. Quanto à sensação de cansaço, ela pode ser aliviada tomando remédios naturais baseados em plantas adaptogênicas. Essas plantas, como o ginseng, a rhodiola e o eleutherococcus (Ginseng-Siberiano) têm uma propriedade revigorante, enquanto fortalecem as defesas naturais do corpo.

2. As doenças da tireóide

Quando a produção de hormônios tireoidianos é disfuncional em um indivíduo, até mesmo as atividades cotidianas parecem extremamente desgastantes. Se a glândula tireóide produz muito hormônio, o metabolismo acelera, no chamado hipertireoidismo. No caso oposto, quando são produzidos poucos hormônios, o metabolismo diminui, no chamado hipotireoidismo. Quer se trate de uma falta de produção ou excesso de hormônios secretados pela tireóide, a pessoa tem uma sensação de fadiga e grande fraqueza muscular. Atividades rotineiras, como subir escadas e andar de bicicleta, tornam-se difíceis de fazer. Essa fadiga também causa um problema de concentração.

Além de tomar medicamentos, os problemas da tireoide podem ser tratados com a ingestão adequada de iodo por meio de alimentos, se o hipotireoidismo for causado pela falta de iodo. O consumo de alimentos ricos em fibras alimentares é fortemente recomendado em caso de hipotireoidismo. No entanto, tenha cuidado com alguns vegetais, como o repolho e seus derivados, que podem agir contra a produção de tiroxina. Em caso de hipertireoidismo, é preferível uma dieta pobre em iodo e substâncias estimulantes. Deve ser associado o uso de  suplementos dietéticos ricos em minerais e vitaminas.

3. O diabetes tipo 2

Segundo a Associação Americana de Diabetes (American Diabetes Association), a sensação de fadiga persistente está entre os sinais de alerta de um problema energético que perturba o bom funcionamento do corpo. Este problema energético é um dos precursores do diabetes tipo 2. A sensação de fome, sede excessiva, perda de peso, micção frequente e visão turva muitas vezes acompanham a fadiga dos diabéticos tipo 2.

O suporte do diabetes consiste no uso de insulina regular para o tratamento de ataque, também é essencial aderir a uma dieta rigorosa para controlar melhor a glicemia no organismo. A prática de esporte também é fortemente recomendada, especialmente para pessoas que sofrem de excesso de peso. Algumas plantas têm uma propriedade interessante para estabilizar o açúcar no sangue. Entre as mais conhecidas estão o ginseng, o chá verde, o funcho, a chia e a aloe (babosa). Eles são usados ​​em complemento ao tratamento medicamentoso.

4. A depressão e o estresse

Doença dos tempos modernos, a depressão é caracterizada pela diminuição da energia, uma mudança de hábito no sono e na alimentação, problemas de memória e de concentração, assim como sentimentos de negatividade e desesperança. Segundo a OMS, a depressão pode se tornar a doença mais frequente no mundo até 2030. Sem um manejo adequado, os sintomas da depressão podem persistir por meses ou até mesmo anos. Da mesma forma, a exposição permanente ao estresse pode promover depressão e fadiga física e mental.

Além dos antidepressivos prescritos por um médico, é possível lutar contra a depressão com métodos naturais. O chás de jasmim e de erva de São João são alguns dos remédios comuns para a depressão. Se for uma depressão leve ou moderada, a melissa e a genciana também são recomendadas. Qualquer que seja o tratamento escolhido, a prática de esporte é recomendada, pois atua contra os sintomas da depressão. Finalmente, apoio psicológico pode ser necessário para dissipar a sensação de negatividade. Em caso de muito estresse, separar alguns minutos por dia para caminhar ou descansar em um local calmo, perto da natureza, um estudo mostra que apenas 20 minutos na natureza ajudam a reduzir o estresse.

5. A apnéia do sono e a falta de sono

Indispensável para o corpo humano, o sono garante o descanso do corpo nos níveis físico, mental e energético. É durante as diferentes fases do sono que os músculos relaxam e o corpo é energizado. A apnéia do sono causa um déficit desse estágio de repouso do corpo. Essa interrupção do sono é a causa da fadiga persistente que pode progredir para outros problemas mais graves, como doenças cardíacas, se nenhuma medida for adotada.

No caso de apneia do sono grave, o uso de dispositivo durante o sono ou cirurgia continuam a ser as únicas escolhas para o paciente. No caso de apnéia leve, uma mudança de hábito pode trazer alívio real e melhorar a sensação de bem-estar. Ao dormir, favorecer a posição lateral e liberar a área ao redor do nariz. Para eliminar a fadiga diurna, tomar ginseng ou chá verde pode realmente ajudar. Finalmente, evite alimentos que são difíceis de digerir antes de ir para a cama. O álcool também deve ser evitado, especialmente depois das 18h, porque pode ser um fator desencadeante da apneia do sono.

Deve-se notar que, mesmo na ausência de apneia do sono, a falta de sono diário devido à hora tardia de dormir causa fadiga permanente. Portanto, é importante garantir que você durma o suficiente para permitir que o corpo recupere toda a energia que gasta diariamente. Não se esqueça de comer de forma equilibrada, pois é da comida que o corpo extrai os nutrientes necessários para a produção de energia.

25 de Agosto de 2019. Pela equipe editorial do Criasaude.com.br (supervisão científica de Xavier Gruffat, farmacêutico). Créditos das fotos: Adobe Stock